sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Dom Orani: “São Sebastião viveu como Cristo e soube ajudar na caminhada de Fé”


Ele foi um grande missionário do seu tempo, levando o nome de Jesus a todos, fortalecendo os que estavam cansados e abatidos pela perseguição religiosa daquela época”, afirma o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta.

Na foto, a imagem de São Sebastião. Crédito: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Quem foi, porém, São Sebastião? – Os registros são escassos a seu respeito, mas escritos dão conta de que Sebastião foi preso num tronco, a pedido do imperador da época, e sob o seu corpo foram lançadas flechas, mas uma mulher, esposa de um mártir, que o conhecia aproximou-se dele e cuidou de suas feridas. Após um tempo, Sebastião se aproximou novamente do imperador, evangelizou, testemunhou mas, no ano de 288 foi duramente martirizado.
“São Sebastião aprendeu a viver como Cristo e, por isso, soube como ajudar na caminhada de Fé. Ele ajudou os discípulos daquele tempo e intercede pelos discípulos de hoje. São Sebastião viveu e transmitiu uma realidade: Jesus se compadece das nossas fraquezas. Ele sente e compreende cada uma delas, sabe o que sofremos e em quais condições vivemos. E, mesmo com todo sofrimento e perseguição, nos ensina a superar tudo com Amor”, enfatiza dom Orani.
São Sebastião do Rio de Janeiro

Na foto, dom Orani com a imagem de São Sebastião, na Baía de Guanabara. Crédito: Gustavo de Oliveira
A cidade maravilhosa, como é conhecida, também leva o nome oficial do padroeiro: “São Sebastião do Rio de Janeiro”, assim como sua arquidiocese. Segundo dom Orani, a expectativa da celebração do dia 20 de janeiro por lá ajuda a ver a missão e serví-la, e, com o exemplo do padroeiro, seguir a Cristo dando testemunho da fé.
Trezena – Desde o dia 7 de janeiro, a arquidiocese tem realizado a trezena de São Sebastião. O tema que acompanha a celebração deste ano é “São Sebastião superou tudo com amor”. Na ocasião, a imagem peregrina do santo, cópia histórica trazida por Estácio de Sá tem percorrido toda a cidade. A celebração também prepara os fiéis indicando a motivação pastoral que seguirão neste ano que é o “Ano do Laicato” e, de modo especial, a Campanha da Fraternidade sobre a Superação da Violência.
“A trezena, embora não faça parte da liturgia oficial da Igreja, nos prepara, no entanto, para a liturgia e para a vida de unidade eclesial. Caminhamos juntos na mesma fé, e ao pedirmos a intercessão de São Sebastião devemos querer imitar as virtudes de sua vida no seguimento ao Evangelho de Jesus Cristo. A passagem da peregrinação pelas ruas dessa grande cidade suscita também reações, em geral de piedade, levando pessoas a voltarem a participar de sua comunidade, procurando vivenciar suas tradições católicas”, finaliza dom Orani.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Um planejamento pastoral bem feito tem força e um papel profético de transformação da realidade






“Nosso mundo precisa urgente de ações efetivas rumo a uma sociedade mais justa e fraterna, e essas ações não podem ser pensadas da noite para o dia, mas devem ser bem planejadas”, desta forma o subsecretário adjunto de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Deusmar Jesus da Silva definiu a importância das comunidades, paróquias, dioceses e demais esferas da Igreja desenvolver, neste início de ano, um bom planejamento pastoral.
“Se queremos ter uma diocese, paróquia ou comunidade bem preparada para responder aos desafios do tempo presente é preciso planejar, traçar metas e ter estratégias de ação”, disse. O planejamento pastoral, segundo o padre, permite que a Igreja enfrente, nos territórios onde atua, os desafios do mundo globalizado que atingem direta ou indiretamente nossas dioceses, paróquias e comunidades.
Para desenvolver um bom processo de planejamento pastoral, o padre chama a atenção para a importância de levar em consideração as orientações e pistas da ação evangelizadora oferecidas pelo papa Francisco e também pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.
Um bom planejamento, orienta o religioso, precisa motivar a comunidade e partir de seus anseios, ver, julgar e iluminar a realidade, fixar objetivos gerais tendo em vista o agir para transformação da realidade. Avaliar e retomar o planejamento também são importantes segundo padre Deusmar. “O planejamento pastoral bem feito com respostas bem planejadas para poder enfrentar a realidade tem força transformadora, o que nos pede a missão profética”, disse.
É necessário também lembrar que o planejamento lida com as expectativas das pessoas. “Temos que lembrar sempre que estamos trabalhando com pessoas que carregam consigo medos, esperanças e expectativas quanto à ação pastoral. Por isso, deve ser gestada com o amor cristão e deve crescer à luz da fé”, adverte. Para o padre Deusmar a soma de procedimentos focados nos mesmos objetivos e metas é que farão do planejamento pastoral uma ferramenta de ação eficaz na gestão de uma diocese, paróquia ou comunidade.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Papa batiza 34 bebês e pede que famílias ensinem “dialeto” do amor




Cidade do Vaticano, 08 jan 2017 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje na Capela Sistina, do Vaticano, ao Batismo de 34 crianças, 18 meninas e 16 meninos, na maioria filhos de funcionários do Vaticano, e pediu que pais e padrinhos lhes ensinem o “dialeto” do amor.
“A transmissão da fé só se pode fazer em dialeto, no dialeto da família, no dialeto do papá e da mamã, do avô e da avó”, declarou.
Francisco, que improvisou a sua homilia, sublinhou que no crescimento da fé destas crianças chegará um tempo para a catequese, com “ideias e explicações”, mas só será possível um verdadeiro desenvolvimento se em casa “os pais falarem o dialeto do amor” e o transmitirem.
Na tradicional Missa da festa do Batismo do Senhor, que encerra o tempo litúrgico do Natal, o Papa traçou o sinal da cruz na fronte de cada criança, gesto repetido pelos pais e, a pedido do pontífice, pelos irmãos dos meninos e meninas.
“Caros pais, trazeis os vossos filhos ao Batismo e este é o primeiro passo. Cumpristes a missão da transmissão da fé”, disse. Francisco insistiu na necessidade de transmitir esta fé “com o dialeto do amor” em cada casa e em cada família. O Papa gracejou com o choro e o barulho habitual dos bebés, sublinhando que “basta que um dê o tom para que a orquestra prossiga”
“Não nos podemos esquecer desta língua das crianças, que falam como podem. É a língua de que Jesus gosta muito. E, nas vossas orações, sede simples como elas”, recomendou à assembleia. Esta foi a quinta vez no atual pontificado que Francisco presidiu à Missa na Capela Sistina na festa do Batismo do Senhor (celebrada esta segunda-feira em Portugal).
À imagem do que aconteceu nas anteriores ocasiões, o Papa teve uma palavra especial para as mães, para deixá-las à vontade caso tivessem necessidade de amamentar os filhos. “Se eles começarem a chorar, é porque estão com calor ou não estão confortáveis. Se tiverem fome, amamentem-nos sem medo, deem-lhe de comer, isso também é uma linguagem de amor”, concluiu.
O rito do Batismo prosseguiu depois da homilia, prolongando-se por vários minutos. Após a Missa, o Papa presidiu desde a janela do apartamento pontifício à recitação do ângelus, convidando os peregrinos e visitantes reunidos na Praça de São Pedro a pensar no seu próprio Batismo.
“A festa do Batismo de Jesus convida cada cristão a fazer memória do seu próprio Batismo. Esquecê-lo seria expor-se ao risco de perder a memória do que o Senhor fez por nós”, advertiu. Como aconteceu noutras ocasiões, o pontífice interrogou os presentes sobre a data do seu Batismo e convidou todos a procurar conhecer esse dia, para “o ter na memória” como um dia de “festa”.
“É a data do grande perdão. Não se esqueçam”, apelou. Francisco assinalou que, no Natal, os católicos celebraram a “disponibilidade de Jesus para mergulhar no rio da humanidade”, assumindo as “falhas e fraquezas dos homens”. No Batismo de Jesus, observou, surge como protagonista o Espírito Santo, “que transmite a ternura do perdão divino”.
“Graças ao Batismo somos capazes de perdoar e de amar quem nos ofende e faz mal; conseguimos reconhecer nos últimos e nos pobres o rosto do Senhor que nos visita e se faz vizinho”, acrescentou o Papa. A intervenção evocou a cerimónia que decorreu na Capela Sistina, invocando sobre todas as crianças recentemente batizadas “a proteção materna da Mãe de Deus”.
“Desejo a todos um bom domingo e um bom caminho no ano agora iniciado, graças à luz que Jesus nos deu no seu Natal”, disse, ao despedir-se dos peregrinos.

Visita do papa Francisco dará visibilidade a indígenas amazônicos



O papa Francisco chega ao Peru no próximo dia 19. Neste dia, terá um encontro com os povos da Amazônia, oportunidade para as comunidades locais darem visibilidade ao seu modo de vida e às suas lutas. “O povo indígena amazônico tem um clamor, uma reinvindicação: suas terras ancestrais estão sendo cada vez mais invadidas. Seus territórios naturais, de seus antepassados, são cada vez mais reduzidos”, afirmou no texto o porta-voz do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado para a visita papal, padre Manuel Jesús Romero.
Os meios de vida com os quais os povos amazônicos têm sobrevivido durante tantos séculos – a pesca, a caça, as árvores, os rios – estão cada vez em maior perigo, afirmou Romero. “Portanto, suas vidas correm perigo”, resume.
Padre Manuel faz referência à encíclica do papa Francisco Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum, na qual o pontífice aponta a Amazônia e a bacia do Congo como dois “pulmões do planeta repletos de biodiversidadede”. Refletindo sobre a área latino-americana, indica que durante muitos séculos seus povos originários, nativos, têm sido os que tem cuidado desse espaço.
“A chamada de atenção é precisamente esta. Por isso, estamos convencidos que o papa vem visitar aos mais pobres entre os pobres da Amazônia, que são precisamente as comunidades e povos indígenas. Estes povos esperam o papa com uma grande esperança. A esperança que seus filhos e netos, também possam participar e viver da natureza e no ambiente em que viveram também seus avós”.
Puerto Maldonado é a capital da região Madre de Dios, no Peru, e abriga cerca de 38 mil habitantes. Nesta região, há uma realidade particularmente dilacerante, dolorosa e sangrenta, de acordo com padre Manuel Jesús Romero: existe uma crise socioambiental única e complexa, assim como aponta o papa Francisco na Laudato Si’.
“Não se podem resolver os problemas ambientais deixando de lado os problemas sociais, ou o contrário. Por exemplo, para ninguém é um segredo que a mineração ilegal tem seu assento importante em Madre de Dios, na zona de Huepetue, La Pampa, etc. Onde se vive em condições deploráveis. Os mineradores ilegais operam em terras que pertenciam aos povos indígenas. Mas, nessa região que há muita pobreza e miséria, existem pessoas que vêm de outras zonas de miséria e pobreza. Portanto, se os problemas sociais não se resolvem nos lugares de origem, nas montanhas e nas serras, então, não se vão resolver os problemas em Madre de Dios”.
A crise socioambiental só será resolvida de maneira conjunta, em diálogo e com um compromisso de todos os envolvidos, afirma padre Manuel Jesús, “porque há muitos interesses em jogo: o interesse dos madeireiros, dos mineradores de ouro, dos comerciantes, o interesse das comunidades, das autoridades, o interesse da corrupção que se foi criando em torno desde mundo. Tudo isso exige uma mesa de acordo e de diálogo, onde nos imponhamos tarefas para resolver e avaliações para leva-las a cabo”.
O papa Francisco, conclui o padre, quer se aproximar dessa realidade que, no fundo, se trata de um problema de sobrevivência futura. Pois, assim como outras regiões da Amazônia nas quais o povos e a floresta sofrem com investidas de exploração, “Madre de Dios não tem futuro a médio prazo neste nível de destruição, de desflorestamento, de depredação do meio”.
Francisco deve chegar ao Peru por volta das 10 horas da manhã de sexta, 19. Depois das saudações protocolares, da parte de autoridades locais e eclesiais, receberá também o carinho da infância missionária e de líderes indígenas. Por volta das 11h da manhã, no Coliseu da cidade, terá o esperado encontro com as comunidades nativas. O pontífice deve escutar as comunidades e lhes dirigirá uma mensagem de ânimo, de solidariedade e de esperança. Em seu roteiro de viagem a Puerto Maldonado, o papa almoçará com representantes dos povos nativos e comunidades, antes de retornar à capital do país, Lima.
Delegação brasileira
O arcebispo emérito de São Paulo (SP) e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Cláudio Hummes, irá ao Peru para a visita do papa Francisco. Dom Cláudio é o presidente da Repam e estará acompanhado da assessora da Comissão para a Amazônia, irmã Maria Irene Lopes dos Santos. Também estará presente o arcebispo de Porto Velho (RO) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Roque Paloschi, que deve fazer um pronunciamento durante o encontro.

Caravanas de Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) estão organizadas com cerca de cem indígenas para participar desta que é a quinta visita de Francisco à América Latina. O papa já esteve no Brasil (2013), na Bolívia, no Equador e no Paraguai (2015) e no México (2016).

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Papa na Audiência: Jesus é o centro contra a desnaturalização do Natal


Na última Audiência Geral do ano, Francisco falou aos fiéis sobre o verdadeiro significado do Natal, que é Jesus. Com Ele, devemos aprender a ser dom para os outros, sobretudo para os mais necessitados
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano
O Papa recebeu cerca de sete mil peregrinos na Sala Paulo VI para a última Audiência Geral do ano de 2017.
Em sua catequese, Francisco aprofundou o significado do Natal, isto é, o nascimento de Jesus. Para o Pontífice, estamos vivendo uma espécie de desnaturalização do Natal: em nome do falso respeito por quem não é cristão, elimina-se da festa toda referência ao nascimento de Jesus. “Sem Jesus não há Natal”, recordou.
Deus se fez homem de maneira surpreendente: nasceu de uma pobre jovem desconhecida, que dá à luz numa estrebaria, somente com a ajuda do marido.
O mundo não se deu conta de nada, mas os anjos exultaram no Céu! E é assim que o Filho de Deus se apresenta também hoje a nós: como o dom de Deus para a humanidade, que está imergida na noite e no torpor da sonolência.  
“ E ainda hoje assistimos ao fato de que com frequência a humanidade prefere a escuridão, porque sabe que a luz desvelaria todas aquelas ações e aqueles pensamentos que nos fariam envergonhar. Assim, se prefere permanecer nas trevas e não reverter os próprios hábitos errados. ”
Jesus é um dom de Deus para nós, que deve ser acolhido como Ele nos ensinou: tornando-nos diariamente um dom para as pessoas que cruzam nossa vida. Por isso mesmo, no Natal, trocamos presentes entre nós. Mas, para nós, o verdadeiro dom é Jesus.
E, por fim, um último aspecto importante: no Natal, podemos ver que a história humana, aquela movida pelos poderosos deste mundo, é visitada pela história de Deus.
“Com os pequeninos e os desprezados, Jesus estabelece uma amizade que continua no tempo e que nutre a esperança por um futuro melhor”. Com eles, em todos os tempos, prosseguiu Francisco, Deus quer construir um mundo novo, um mundo em que não existam mais pessoas rejeitadas, maltratadas e indigentes.
“Queridos irmãos e irmãs, nesses dias abramos a mente e o coração para acolher esta graça. Jesus é  dom de Deus para nós e, se O acolhermos, também nós podemos nos tornar dom para os outros, antes de tudo para aqueles que jamais experimentaram atenção e ternura. E quantas pessoas em suas vidas nunca sentiram um carinho, uma atenção de amor, um gesto de ternura... O Natal nos leva a fazer isso. Assim, Jesus vem nascer na vida de cada um de nós e, através de nós, continua a ser dom de salvação para os pequeninos e os excluídos.”

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O verdadeiro sentido do sacrifício da Santa Missa



A missa não é apenas sacrifício, mas também banquete, festa, uma celebração que é memorial, refeição alegre, festiva e atual da Páscoa de Jesus Cristo.
Jackson Erpen – Cidade do Vaticano
Vamos continuar a dedicar o nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II ao tema da reforma litúrgica trazida pelo evento conciliar.
Nessa reforma do Concílio, percebemos 10 aspectos de renovação, a partir da constituição dogmática Sacrosanctum Concilium. Aqui neste nosso espaço já tratamos sobre  “O valor da Assembleia Litúrgica”, “O uso da língua vernácula” e “A importância das duas espécies eucarísticas – Pão e vinho”.
No programa de hoje, padre Gerson Schmidt, incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre, nos traz uma reflexão sobre “O verdadeiro sentido do sacrifício da Santa Missa”:
“Queremos hoje falar de um 4° aspecto da Reforma Litúrgica proposta pelo Concilio Vaticano II – o novo sentido do ofertório na Missa. A constituição Sacrosanctum Concilium afirma que Jesus instituiu o sacrifício da Santa Missa, a fim de perpetuar nos séculos, até a sua volta, o sacrifício da cruz [1].
Por isso, o “sacrifício dos cristãos não pretende completar o sacrifício da cruz, porém, torná-lo presente, atualizá-lo, desenvolver no hic et nunc a sua dimensão interna” [2].
Entenda-se bem aqui o termo sacrifício, não como oferta penitencial meramente humana para merecer a misericórdia de Deus, mas como sacrifício verdadeiramente propiciatório de Cristo que se imola, da mesma forma como se ofereceu na cruz, uma vez por todas, que agora é oferecido e atualizado pelo ministério do sacerdote que preside o mistério [3].
Na história da controvérsia luterana, fora questionado a compreensão da Santa Missa como sacrifício, haja vista tantas ofertas votivas e exageradas dos fiéis.
O Concílio de Trento, e posteriormente com o movimento da reforma litúrgica que fomentou o Concílio Vaticano II, veio a definir com mais clareza essa realidade: ...diante das negações e distorções a respeito da eucaristia, o Concílio tridentino afirmou claramente que “a missa é verdadeiro sacrifício” e que “este carácter sacrifical, que não coincide simplesmente como a refeição como tal, mas é antes uma realidade particular, não contradiz de modo algum a unicidade do sacrifício redentor de Cristo; pelo contrário, sacrifício da cruz e sacrifício da missa são, em certo sentido, um único sacrifício [4].
A palavra sacrifício, referendada à Santa Missa, portanto, precisa ser bem entendida. Na religião pagã, a palavra é traduzida por “sacrum facere”, ou seja, fazer o sagrado. A missa, sabemos não é apenas sacrifício, mas também banquete, festa, uma celebração que é memorial, refeição alegre, festiva e atual da Páscoa de Jesus Cristo.
Assim, a Eucaristia seria muito mais um “sacrificium laudis”, um louvor e uma rica Ação de Graças (do grego, eukaristós) pela vitória de Cristo sobre a morte – e também nossas mortes. O sacrifício da cruz tem razão de ser em vista da Ressurreição, da festiva passagem (Pessach) da morte para a vida.  
O caráter sacrifical da missa, demasiadamente penitencial, foi acentuado por uma época na Igreja. Aqui usamos o termo “sacrifício”, usado também pelo Papa João XXIII, não em sentido absoluto, mas como um dos aspectos do Mistério de Cristo, em sua oferta na cruz como sacrifício único e total. São Cipriano afirma: “e uma vez que, em todos os sacrifícios, nós fazemos a memória da paixão de Cristo – é de fato a paixão de Cristo que nós oferecemos – nós não podemos fazer diferente do que Ele fez” (Carta, 63,17).
Por isso, a Eucaristia não é um sacrifício do fiel a Deus, mas de Deus ao fiel. Precisamos tirar a ideia pagã do sacrifício que seria oferecido para aplacar a ira de Deus, como os antigos holocaustos e sacrifícios pagãos. Como aponta a Constituição Dogmática Lumen Gentium: “todas as vezes que se celebra no altar o sacrifício da cruz, pela qual Cristo, nossa páscoa, foi imolado, atualiza-se a obra da redenção” (LG  03)".

Papa: Cúria fechada em si mesma está condenada à destruição


Nas felicitações natalinas, Francisco fez um longo discurso sobre o trabalho dos membros da Cúria Romana. Ele comparou os complôs a um câncer e enalteceu a missão da diplmacia vaticana.
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano
A quinta-feira do Papa Francisco foi dedicada às felicitações de Natal, seja para seus colaboradores da Cúria, seja para os familiares dos funcionários da Cidade do Estado Vaticano.
Diferentemente dos anos anteriores, aos membros da Cúria o Papa propôs uma reflexão “ad extra”, isto é, não sobre questões internas, mas sobre as relações da Cúria com as nações, as Igrejas particulares, as Igrejas orientais e com representantes de outras religiões.
Num longo e articulado discurso, Francisco explicou que suas reflexões se baseiam nos princípios basilares e canônicos da Cúria, mas também sobre a sua visão pessoal no contexto da atual reforma em andamento.
Falando da reforma, brincou o Papa, “me vem à mente a simpática e significativa expressão de Dom Frédéric-François-Xavier De Mérode: ‘Fazer reformas em Roma é como limpar a Esfinge do Egito com uma escova de dentes’. Isso evidencia quanta paciência, dedicação e delicadeza são necessárias para alcançar este objetivo”.
A universalidade do serviço da Cúria, explicou o Pontífice, provém e brota da catolicidade do Ministério petrino. Por isso, uma Cúria fechada em si mesma trairia a finalidade da sua existência e cairia na autorreferencialidade, condenando-se à autodestruição.
Por sua própria natureza, a Cúria é projetada ad extra , enquanto e porque ligada ao Ministério petrino, ao serviço da Palavra e do anúncio da Boa Nova.  Sobre esta finalidade de serviço, a reflexão do Santo Padre foi inspirada na expressão de um “primado diaconal”, que antes de mais nada é a expressão da firme vontade de imitar Cristo, o qual assumiu a forma de servo.
“ Isso é muito importante para superar aquela desequilibrada e degenerada lógica dos complôs e dos pequenos círculos que, na realidade, representam um câncer que leva à autorreferencialidade, que se infiltra também nos organismos eclesiásticos e, em especial, nas pessoas que ali atuam. Quando isso acontece, porém, se perde a alegria do Evangelho, a alegria de comunicar Cristo e de estar em comunhão com Ele; se perde a generosidade da nossa consagração. ”
Francisco apontou ainda para outro perigo, isto é, o dos traidores de confiança ou dos aproveitadores da maternidade da Igreja.
“Ou seja, as pessoas que são selecionadas cuidadosamente para dar maior vigor ao corpo e à reforma, mas se deixam corromper pela ambição ou pela vanglória e, quando são delicadamente afastadas, se autodeclaram erroneamente mártires do sistema, do ‘Papa não informado’, da ‘velha guarda’…, ao invés de fazerem o ‘mea culpa’”. Ao lado dessas pessoas, existem outras que ainda atuam na Cúria às quais se dá todo o tempo para retomarem a justa via, na esperança de que encontrem na paciência da Igreja uma oportunidade para se converterem e não para se aproveitarem.”
Esta crítica de Francisco, todavia, foi acompanhada pelo agradecimento à maioria dos funcionários que, ao invés, trabalham com “empenho, fidelidade, competência, dedicação e muita santidade”.
A Cúria e as Nações
Entre os inúmeros campos de atuação da Cúria, o Papa falou em especial da relação com as países. A diplomacia vaticana, afirmou, é a busca sincera e constante por tornar a Santa Sé um construtor de pontes, de paz e de diálogo entre as nações. “O único interesse da diplomacia vaticana é ser livre de qualquer interesse mundano ou material.”
Francisco falou da importância para a Santa Sé de reiterar sempre a preservação da nossa casa comum de todo egoísmo destrutivo; para afirmar que as guerras trazem somente morte e destruição; para aprender do passado os ensinamentos que nos ajudam a viver melhor o presente, a construir solidamente o futuro e a preservá-lo para as novas gerações.
A Cúria e as Igrejas particulares
Sobre a relação de “primária importância” entre a Cúria e as Dioceses de todo o mundo, o Papa citou as visitas ad limina Apostolorum dos bispos, como um momento de grande oportunidade de encontro, de diálogo e de recíproco enriquecimento. Mencionou ainda o tema do Sínodo dos Bispos do próximo ano, dedicado aos jovens.
A Cúria e as Igrejas Orientais
Já a unidade e a comunhão que dominam a relação da Igreja de Roma e as Igrejas Orientais representam um concreto exemplo de riqueza na diversidade para toda a Igreja.
Na realidade, “a Igreja de Roma não seria realmente católica sem as inestimáveis riquezas das Igrejas Orientais e sem o testemunho heroico de tantos nossos irmãos e irmãs orientais que purificam a Igreja aceitando o martírio e o oferecendo a sua vida para não negar Cristo”.
A Cúria e as outras religiões
A relação da Cúria Romana com as outras religiões se baseia no ensinamento do Concílio Vaticano II e sobre a necessidade de diálogo, reiterou o Papa.
Francisco recordou que o diálogo é contruído sobre três orientações fundamentais: o dever de identidade, a coragem da alteridade e a sinceridade das intenções.
O Pontífice concluiu seu discurso evidenciando que "o Natal nos recorda que uma fé que não nos coloca em crise, é uma fé em crise; uma fé que não nos interroga é uma fé sobre a qual devemos nos interrogar; uma fé que não nos anima, é uma fé que deve ser animada; uma fé que não nos sacode, é uma fé que deve sacudida. Na realidade, uma fé somente intelectual ou morna é somente uma proposta de fé, que pode se realizar quando envolve o coração, a alma, o espírito e todo o nosso ser".
Que este Natal nos abra os olhos para abandonar o supérfluo, o falso, o malicioso, para ver o essencial, o verdadeiro, o bom e o autêntico.
“Com essas reflexões renovo minhas fervorosas felicitações natalinas!”, concluiu o Papa.

Papa: ter o rosto da alegria de ser perdoados, o pessimismo não é cristão




Na homilia da missa de quinta-feira (21/12), Francisco falou da verdadeira alegria, que brota do fato de sermos perdoados. É preciso ter o rosto desta felicidade, não de "vigília fúnebre", disse o Papa.
Cidade do Vaticano
Ter um rosto de pessoas redimidas, perdoadas, não de “vigília fúnebre”. Esta foi a reflexão que guiou a homilia do Papa Francisco na manhã desta quinta-feira, na capela da Casa Santa Marta.
Seja a Primeira Leitura, seja o Evangelho, falam da alegria profunda que vem de dentro, fruto do perdão dos pecados e da proximidade do Senhor. Não da alegria de uma festa.
A alegria nasce de ser perdoados
Três são os aspectos dessa alegria identificada pelo Papa. Antes de tudo, se trata de uma alegria que nasce do perdão: “Esta é a raiz própria da alegria cristã”. Basta pensar na alegria de um prisioneiro quando lhe vem comutada a pena ou aos doentes, aos paralíticos curados no Evangelho. É preciso, portanto, estar coscientes da redenção que Jesus nos trouxe:
Um filósofo criticava os cristãos, ele se dizia agnóstico ou ateu, não me lembro, mas criticava os cristãos e dizia isso: “Mas esses – os cristãos – dizem ter um Redentor; eu acreditarei, acreditarei no Redentor quando tiverem o rosto de redimidos, alegres por serem redimidos”. Mas se você tem o rosto de vigília fúnebre, como posso acreditar que você é um redimido, que os seus pecados foram perdoados? Este é o primeiro ponto, a primeira mensagem da liturgia de hoje: você é um perdoado, cada um de nós é um perdoado.
“Deus é o Deus do perdão”, disse o Papa, exortando, portanto, a receber este perdão e a ir avante com alegria, porque o Senhor perdoará depois também as coisas que, por fraqueza, todos fazemos.
Alegria, porque o Senhor caminha conosco
O segundo convite é o de ser alegres, mesmo porque o Senhor “caminha conosco” desde o momento em que chamou Abraão. “Está no meio de nós”, em nossas provações, dificuldades, alegrias, em tudo. Francisco pediu para que durante o dia dirijamos “alguma palavra ao Senhor que está conosco”, em nossa vida.
O terceiro aspecto é o não deixar “cair os braços” diante das desgraças:
O pessimismo da vida não é cristão
O pessimismo da vida não é cristão. Nasce de uma raiz que não sabe que foi perdoada, nasce de uma raiz que nunca sentiu o carinho de Deus. O Evangelho, podemos dizer, nos mostra esta alegria: “Maria levantou-se alegre e foi rapidamente”. A alegria nos leva rapidamente, sempre, porque a graça do Espírito Santo não conhece lentidão, não conhece. O Espírito Santo sempre vai apressado, sempre nos impele a ir adiante, adiante como o vento no barco à vela.
Em síntese, trata-se de uma alegria que faz o menino exultar no ventre de Isabel no encontro com Maria:
Esta é a alegria que a Igreja nos diz: por favor, sejamos cristãos alegres, façamos todo esforço para mostrar que nós acreditamos que fomos redimidos, que o Senhor nos perdoou tudo e se cometermos algum erro, Ele nos perdoará porque é o Deus do perdão, é o Senhor no meio de nós e que não deixará cair os nossos braços. Esta é a mensagem de hoje: Levanta-te. Aquele levanta-te de Jesus, aos doentes: Levante, vá, grite de alegria, alegre-se, exulte e aclame de todo coração.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018 TEMA: FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA LEMA: VÓIS SOIS TODOS IRMÃOS – (MT 23,8)




CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
TEMA: FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA
LEMA: VÓS SOIS TODOS IRMÃOS – (MT 23,8)

A violência é produzida de uma cultura onde estão querendo criar uma solução, dicas dessa mentalidade que favorecem e promovem a violência:
-Filas nos postos de saúde:
-Os idosos vão marcar suas fichas de madrugada, quando chega lá alguém já marcou um antes ou esta nas mãos de vereadores, isto é humilhação, é violência contra o direito do outro:
- Falta de diálogo em família, os filhos entram e saem e não conversam, os pais também entram na onda, pura violência:
- Todo contesto da sociedade no lugar onde se aprende as virtudes sociais (internet, televisão, muitas das vezes em lugares improváveis:
-Nem por má vontade do homem e da mulher, por causa do trabalho muitas vezes atrapalham a educação dos filhos:
Ex: uma criança quando vive num lar, ela observa tudo que está a sua volta, tudo o que se passa, seus gestos, fala, as reclamações, a criança cresce revoltada com o proceder do pai e da mãe. (a negatividade).
A família é a base de tudo, não adianta muito os filhos ir aprender, tudo fora do lar se
Ele não tem uma estrutura em casa, todos nós temos um déficit do ante social, voltamos para o paganismo.
Se de um lado tem uma mentalidade que foi construída por jesus o bom samaritano, por outro lado no paganismo tratam todos com indiferença, o homem não é um lobo
E sim nosso irmão.
SOTRE um escritor da França escreveu uma peça dizendo:
“Os outros são um inferno ou os outros são nossos irmãos” se pensarmos como inferno, então vemos que não existe vida fraterna.
A mentalidade que o mundo infunde é diferente da mentalidade que Jesus nos propõe, O que devemos fazer é voltar a origem.
Essa campanha da fraternidade não para reclamar dos outros, achar que estão errados, como os fariseus faziam.
Devemos lutar para que as coisas mudem, devemos repensar   como estou vivendo,
(sou fraterno?).
Devemos ter os olhos vesgos, um olho olha as impossibilidades e o outro olha a mudança de vida.
Ex: a lei da ficha limpa foi um projeto da igreja católica, tivemos mais de 2000.000 de votos no Brasil.
A conversão pessoal é extremamente viável para o cristão.
 Construir uma sociedade sem Deus não pode dar certo, temos que retornar a nossa origem como povo de Deus.
Existem três tipos de violências como:
-Violência externa
- Violência psicológica
- Violência verbal
O outro que achamos indiferente, é sim a vítima, de acordo com o pronunciamento do Assessor criminal do ministério Publico Dr. Celso Fernandes Sant’Anna de Salvador, diz que: violência é definido pela Organização da Saúde.
O uso intencional de força física e poder ameaçador contra as massas, causa dor psicológica.
Tipos de violência:
Violência autodirigida- suicídio;
Violência interpessoal- maltrato conjugal, idoso, estupros domésticos;
Violência coletiva: é uma violência estrutural do Estado, negação de direitos (guerra contra o craque).
Violência Econômica- politicas opressivas que visam grupos minoritários (baixo nível).
De acordo com gráfico sobre a violência na Bahia, o índice de morte de jovens é muito alto, fora os assaltos, roubos, e etc., Lauro de Freitas cidade onde foi constatado o maior índice de morte de jovens.
Prevenção e repressão- O que fazer?
Com a violência racionalidade pessoal moderna:
·         Hostil
·         Negativa
·         Abstrata
·         Atomista
·         Sem violência, justiça negociada, justiça restaurativa

Esse sistema tem uma característica penal hostil a séculos, a sociedade exclui aquelas pessoas que praticam a violência.
O Ministério Publico muitos projetos que já estão sendo usado para melhorar a situação, daqueles que praticam delitos que são:
Projeto liberdade;
Laboratório Maria da Penha;
Comunidade legal;

EDUCAÇÃO PARA UMA CULTURA DE PAZ
Precisamos não julgar, temos que ser diferentes, nosso objetivo é fazer um momento de enculturação de paz.
Quem nunca foi violento ou violentado?
Estou sendo violento?
Sou áspero, agressivo?
Violento a minha família?

A cultura da Paz nasce muito com a nossa conduta. Sou ecumênico, ou acho que sempre sou o dono da verdade.
Família, como esta nossa família, qual estrutura, como eles se encontram, as vezes temos na mesma família três ou mais tipos de religiões.
Por isso muito cuidado quando atirarmos pedras, porque nunca vemos as coisas como são e sim como queremos e como somos.
EXEMPLO: quando vemos um jovem desrespeitando os pais dizemos que é pecado,
Está errado, já estamos sentenciando.
Vamos mais profundo, o que ele entende por família?
“Não vemos as coisas como são, vemos as coisas como somos” (Humberto Maturano).
Porque nos escandalizamos quando vemos pessoas entrar na Igreja que não é do nosso convívio (ex. prostitutas, efeminados etc.)
De acordo com Dr. Paulo, advogado de Sergipe, disse: que infelizmente o Estado de Sergipe é o estado mais violento do Brasil, a cidade Nossa Sra.do Socorro esta como a 3ª cidade mais violenta do país.
A segurança do Estado de Sergipe se passou de cidade interiorana para insegurança violenta, em Sergipe aumentou em 90% em violência, só ficou atrás do Rio Grande do Norte.
Muitas vezes o tribunal do júri em Sergipe, julgam e não entende aquilo que estão julgando.
Em Sergipe temos 5 presídios; a cultura do ódio esta ai sem pensar no outro, quando um advogado pede um abiascorpio é sempre negado, muitos presos ficam sem julgamento no período de 7 meses a um ano preso.
É preciso valorizar o ser humano, precisa fazer valer o direito do cidadão.

“A cruz não é o fim da historia e sim a consequência da história “
Devemos colocar Deus acima de tudo.
A palavra antes foi vivida, foi cantada e depois escrita. Quem foi os Mártires do nosso tempo?
Chico Mendes, Irmã Doroti, Dom Elder, Irmã Dulce, etc...
Podemos sempre fazer algo, porque a palavra de Deus nos ajuda muito, mas é preciso que eu aceite a palavra de Deus em meu coração.
Ex: quando a mãe diz: eu já entreguei na mão de Deus meu filho, quer dizer que ela já desistiu do próprio filho.
A presença da violência na história da humanidade é sinal de ausência do amor e fraternidade. Ex: São Francisco x contemplação.
Cuidado de nós querermos ser donos daquilo que não nos pertence;
Acho que posso fazer tudo, achando que só eu sei fazer.

TERNURA – COMO ANDA?
EMPANTIA- COMO ANDA?
RELIGIÃO – COMO ANDA?
ESPIRITUALIDADE – COMO ANDA?
COMPAIXÃO – COMO ANDA?
PRETEXTO – COMO ANDA?
CONTEXTO – COMO ANDA?
TEXTO – COMO ANDA?
Nós rezamos a partir dessas dimensões, oque me chama a abertura ao sofrimento?
Ex: entre as prostitutas a uma solidariedade muito forte.
Nós muitas das vezes não gostamos de política, mas a política sempre esteve em nosso meio; Ex: quando uma mãe faz o almoço. Ela pensa logo, que vou fazer de carne para agradar a todos os filhos, isto já é uma forma de política.

Qual o processo que estamos fazendo, quando saímos de um movimento ou uma pastoral, aquele movimento se acaba, porque eu não deixei ninguém para continuar, temos que mudar muito a nossa conversão.
A família também é vitima da violência, cuidado com os meios de comunicação.
VIOLÊNCIA – é uma construção social, pessoal e não faz parte da natureza humana, ainda não estamos sentindo o outro como irmão.
O evangelho nos da todo caminho para vivermos a unidade, mas o mundo vai na contramão de Deus.
“O PAPA diz: mesmo que tenha lei oque vale é o que foi acordado entre as pessoas,  (devemos valorizar o ser humano)

Hoje temos uma politica de enfrentamento, mas falta a de superação, será que estamos numa pastoral de manutenção ou estamos numa pastoral da cultura da paz.
A paz tem de partir de casa.  Ex: as vezes não levamos nossas crianças a missa porque ela não fica sossegada, depois queremos, quando adolescente quererem ir, aí fica difícil.
Cuidado com os fenômenos, queremos o poder. Essa campanha só vai acontecer se eu abraçar corajosamente com amor.
Ex: violência que muitas vezes cometemos, quando visitamos alguém doente, e dizemos nossa eu conheci um amigo com essa doença e ele morreu em 2 meses,
Coitado não vai durar muito tempo, só Deus, etc
A vocação do ser humano é o amor e não a violência, o mal se espalha.
“CAIN E ABEL- Acaso eu sou o guarda de meu irmão! rompeu a relação fraterna.
TORAH – 3 se destacam de forma especial:
- Não oprimas o estrangeiro, vos sabeis oque ser estrangeiros pois fostes estrangeiros no Egito. (êxodo 23,9)
- Não guardes no coração nada contra teu irmão, repreenda teu irmão (levítico 19,17)
- Não procurar vingança contra seu patriota, amaras o teu próximo como a ti mesmo. (levítico 19,18).
Os livros sapienciais, apresentam um pensamento mais maduro sobre a superação da violência, em seus ensinamentos, excluem qualquer uso da violência, bem como qualquer tipo de cumplicidade com aqueles que dela se utilizam.
EX: LIVROS SAPIENCIAIS:
Jó, salmos, provérbios, Eclesiastes, cânticos dos cânticos, sabedoria ,Ben sirac ou eclesiástico
Jesus era carpinteiro, e hoje somos nós, no tempo de Jesus muitos o menosprezavam,
Diziam por acaso de Nazaré poderia sair alguma coisa boa.
MUITAS VEZES FAZEMOS CARA DE PAISAGEM, vemos tanta violência, não agimos conforme a vontade de Deus.

FICA A PERGUNTA QUE DEVEMOS FAZER A NOS MESMOS:
QUE TIPO DE SAL EU SOU?
INSOSSO OU SALGADO DEMAIS







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